sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Inter e poder público não entram em acordo e Porto Alegre pode ficar de fora da Copa

Por Vitor Kellner

estádio Beira-Rio (Foto: Wesley Santos/Agência PressDigital)

Porto Alegre pode ficar da Copa do Mundo, apesar de ter seu estádio já concluído e perto de ser inaugurado. O problema são as chamadas estruturas temporárias (áreas de imprensa, energia, tecnologia da informação e segurança), as quais o Inter e nem o poder público quer bancar.

As estruturas custarão R$ 30 milhões e o Inter se nega a pagar a conta: "A parte que o Internacional vai pagar é a maior de todas. Além do estádio, estamos cedendo todas essas áreas (Gigantinho, Centro de Eventos e edifício-garagem) para as estruturas temporárias. As outras questões referentes a estruturas temporárias, o Inter não assumirá", disse Giovanni Luigi presidente do Inter à Rádio Gaúcha.

Segundo o contrato entre o governo brasileiro e a FIFA, o o dono do estádio deveria ser o responsável pelas estruturas temporárias, ao contrário de algumas cidades aonde o dono é o poder público, o Beira-Rio é do Inter e portanto o Colorado é quem teria que pagar a conta.

O Internacional tentou negociar com a prefeitura de Porto Alegre e com o governo do Rio Grande do Sul. Entretanto os poderes públicos estão sendo investigados pelo  Ministério Público Federal (MPF)  para evitar gastos públicos com estruturas temporárias e serviços de telecomunicações na Copa de 2014 e por isso não aceitaram dividir a conta.

O MPF defende que essa despesa deve ser custeada pela Fifa e pelo Comitê Organizador Local (COL) do Mundial, por não deixarem nenhum legado para a população das cidades-sedes.

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