quinta-feira, 13 de março de 2014

Presidente do Bayern é condenado a prisão, mas ainda cabe recurso

Por Vitor Kellner

O presidente do Bayern de Munique, Uli Hoeness, foi condenado a prisão por 3 anos e meio por sonegação fiscal. Segundo o advogado de Hoeness sua dívida tributária atinge 27,2 milhões de euros (R$ 88,4 milhões). 

Hoeness é um dos empresários mais bem sucedidos da Alemanha e dono de uma empresa de ramos alimentícios, além de ser conhecido por sua proximidade com a chanceler Angela Merkel. Suas dívidas com o fisco alemão são decorrentes a lucros por especulação em bolsas de valores, obtidos através de uma conta na Suíça, Hoeness tentou um acordo tributário entre os dois países, mas como não conseguiu optou pela 'autodenúncia', como prevê a legislação na Alemanha.

Segundo a agência EFE a autodenúncia de Hoeness foi deste jeito: "Em 2013, Hoeness pagou 10 milhões de euros ao fisco alemão e fez uma autodenúncia, na qual admitiu as suas fraudes fiscais. Segundo a lei alemã, quem faz isso tem a pena amenizada e consegue até escapar da prisão. Entretanto, o delator não pode 'se entregar' às pressas, quando já existir uma investigação em andamento ou quando ele estiver na iminência de ser descoberto. A promotoria alemã entende que Uli só admitiu as fraudes porque estava com medo de que a sua conta secreta na Suíça se tornasse pública com as investigações que estavam sendo feitas pela imprensa".

A condenação ainda cabe recurso de seus advogados.

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