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| Foto: Atlético-MG / Facebook |
Dois times, um de branco e azul e um de branco e preto,
cinco árbitros de amarelo e preto. Dez horas da noite, pontualidade britânica?
Não, estamos no Brasil, onde cinco minutos de atraso não fazem diferença.
Muitas semelhanças e muitas diferenças em campo, mesmo
esquema tático (4-2-3-1), mas com uma grande diferença o azul joga com um
centroavante (Marcelo Moreno) e o preto joga com um falso centroavante (Diego
Tardelli). Ambos gostam de jogar pelos lados do campo, mas o preto joga em
velocidade (com Carlos e Luan) e o azul na individualidade (de Ricardo Goulart
e Everton Ribeiro). Os dois têm bichos como mascote o Cruzeiro um mamífero
(Raposa) e o Atlético Mineiro uma ave (Galo).
Já se passavam 11 minutos, quando surgiu a primeira grande
chance do jogo, Marcos Rocha recebeu grande passe de Luan e saiu na cara do
goleiro Fábio, que fez uma grande defesa, no rebote Tardelli chutou para fora.
Quatro minutos mais tarde, um grito do vizinho, “Ahhh Ricardo Goulart”, tudo
isso porque o meio-campo saiu na cara do goleiro e chutou mal, diga-se de
passagem, muito mal.
“Pra fora, na pequena área”, ilustrou o narrador, aos 24
minutos, quando Tardelli, livre, tentou fazer um gol com a coxa e acabou
mandando a bola para fora, a 4 metros do gol. Sim, a mãe do juiz foi elogiada,
primeiro quando a bola bateu no ombro de Marcos Rocha, dentro da área, e a torcida
azul achou que a bola bateu na mão, e depois em uma falta que o árbitro não
deu, de forma correta, novamente.
Aos 30 minutos, uma mudança forçada no time preto. Luan teve
uma torção no joelho esquerdo ao puxar um contra-ataque, Levir Cupi, comandante
do esquadrão preto, manteve o time para frente, com a entrada de Maicosuel. Já
haviam passados cinco minutos, quando Marcelo Rocha e Everton Ribeiro trocaram,
poucos elogios, praticamente a regra em um clássico, ainda mais na final.
“Opa!”, provocou o vizinho, quando Everton Ribeiro arriscou
o tal drible da foca, fazendo embaixadinhas com a cabeça.
“Gooo... Ahhhh”, já praticamente comemoravam os vizinhos, em
coro. No contra-ataque, Tardelli serviu Maicosuel, para mais uma grande defesa
de Fábio, o rebote caiu no pé de Dátolo que chutou sobre o gol.
“Tardelli, goooooool!”, gritou o narrador, justamente, no
último minuto da etapa inicial. Cruzamento de Dátolo, para o desvio de cabeça
de Diego Tardelli. Festa na casa dos vizinhos, festa no Estádio Independência,
o time preto, abre o placar e aumenta sua vantagem, conquistada após os dois
gols marcados no primeiro jogo.
“Agora é aumentar o ritmo, para buscar o primeiro, o segundo
e ir mais adiante”, comentou o zagueiro Léo, da equipe azul. Como não poderia
ser diferente, o time preto saiu de campo feliz, num contraste com a tristeza
anil. “Estou feliz pelo gol, mas mais feliz pela equipe em campo, fazendo
aquilo que a gente combinou durante a semana”, analisou o artilheiro ‘Tatatatatardellie’.
23h10min, rola a bola para a etapa complementar, com apenas
uma alteração no time azul, Willian
Farias entrou no lugar do lesionado
Henrique.
Aos 6 minutos, o time preto, quase marcou o segundo, Douglas
Santos cruzou e Maicosuel perdeu um gol incrível.
Aquele gol, no último minuto do primeiro tempo, valeu por
três, pois somando com o resultado do jogo de ida, o Cruzeiro para levantar o
título precisaria fazer quatro gols. Então, como era de se esperar, o ritmo do
jogo caiu, o voltagem do jogo que estava em 220V, caiu bruscamente na segunda
etapa para 110V. Dessa forma, a torcida azul só restava esperar por um milagre,
ou quatro milagres.
O time preto somente manteve a cadência e velocidade do
jogo. Com cãibras, Rafael Carioca, foi substituído por Pierre.
De emoção por parte do narrador só um: “Na traavvee!” em uma
cobrança de falta de Dátolo que carimbou o travessão do time azul, aos 29
minutos.
Restando pouco menos que 15 minutos para acabar a partida o
técnico do time azul, resolveu arriscar, tirou um lateral direito (Ceará) e
colocou um atacante (Júlio Baptista).
Bola no meio de campo, sem pretensão, Leandro Donizete deu um encontrão em Dagoberto, e foi expulso. Uma pequena confusão, mas até policiamento entrou em campo, para proteger o árbitro.
Após a expulsão, o técnico do time preto, tirou o artilheiro da noite (Tardelli) para recompor a marcação com o volante (Eduardo).
Sim, sim, o narrador chamou o merchandsing e o árbitro terminou o jogo. Os jogadores do time preto se abraçaram e fizeram a festa dentro de campo, como, às vezes menos é mais, a pequena torcida do time preto fez a festa na arquibancada do Mineirão e no seu estádio, no Independência, a torcida do Galo também festou muito.
"Esse foi o título, talvez, o mais significativo de toda a minha carreira", comentou Levir Cupi, técnico do time preto.
"Aqui é o nosso salão de festa, quem manda no Mineirão somos nós", provocou o artilheiro da noite.

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